Fóssil de serpente de 75 milhões de anos é descoberto em São Paulo
Descoberta da espécie Tametara mirim revela a coexistência de serpentes de superfície e fossoriais durante o período Cretáceo.
Pontos principais
- O fóssil da nova espécie, denominada Tametara mirim, foi encontrado no estado de São Paulo.
- A pesquisa foi conduzida por cientistas vinculados à Universidade de São Paulo (USP).
- O achado data de 75 milhões de anos, situando-se no período Cretáceo.
- O estudo demonstra que serpentes com hábitos de escavação e de superfície coexistiam no mesmo ecossistema.
Cientistas da Universidade de São Paulo identificaram um fóssil da espécie Tametara mirim, uma serpente que viveu há aproximadamente 75 milhões de anos no atual território paulista. A descoberta é considerada um marco para a paleontologia, pois fornece evidências cruciais sobre a diversificação dos répteis durante o período Cretáceo. O estudo detalha que, naquela época, serpentes com adaptações ecológicas distintas, como as de hábitos fossoriais — que escavam túneis — e as que habitavam a superfície, já coexistiam, revelando caminhos evolutivos complexos. Este achado é fundamental para preencher lacunas significativas no registro fóssil, permitindo aos pesquisadores compreender melhor a transição evolutiva e a adaptação desses animais ao ambiente terrestre. A análise da Tametara mirim reforça a importância do Brasil como um celeiro de descobertas sobre a história evolutiva dos vertebrados.
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