Estudante usa IA para criar nudes falsos de colegas de classe
Um adolescente foi identificado por criar montagens pornográficas de oito colegas usando inteligência artificial em um caso de deepfake escolar.
Pontos principais
- Oito alunas foram vítimas de montagens pornográficas criadas por um colega de turma.
- A identificação do autor ocorreu após autorização judicial para acesso a dados do Telegram.
- O caso é investigado como ato infracional sob as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
- A SaferNet Brasil registrou 16 casos de deepfakes sexuais em escolas desde 2023, totalizando 72 vítimas.
Um caso de uso indevido de inteligência artificial em ambiente escolar revelou a criação de imagens pornográficas falsas, conhecidas como deepfakes, envolvendo oito estudantes. O responsável foi identificado após uma investigação que contou com autorização judicial para acessar dados da plataforma Telegram. O episódio é tratado pelas autoridades como um ato infracional, seguindo as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O incidente integra um cenário preocupante mapeado pela SaferNet Brasil, que contabilizou ao menos 16 ocorrências similares em instituições de ensino brasileiras desde 2023, afetando 72 vítimas. Especialistas alertam que a subnotificação permanece como um obstáculo significativo para compreender a real dimensão desse fenômeno no país, destacando a necessidade de maior vigilância e educação digital para prevenir o uso malicioso de ferramentas de IA entre jovens.
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