Diagnóstico tardio atinge quase 90% dos casos de câncer de pulmão no SUS
Estudo aponta que a maioria dos pacientes no sistema público recebe o diagnóstico em estágios avançados, o que reduz drasticamente as chances de cura.
Pontos principais
- Dados do Data Câncer 360º indicam que 89,6% dos casos no SUS em 2023 foram detectados nos estágios 3 ou 4.
- O tabagismo permanece como o principal fator de risco, estando associado a cerca de 85% dos diagnósticos da doença.
- Especialistas defendem a criação de um programa nacional de rastreamento com tomografias anuais para grupos de risco.
- O Inca projeta a incidência de mais de 35 mil novos casos anuais no Brasil para o triênio 2026-2028.
Um levantamento realizado pelo Instituto Lado a Lado pela Vida revela um cenário crítico no tratamento do câncer de pulmão no Brasil. Segundo o estudo Data Câncer 360º, quase 90% dos pacientes atendidos pelo SUS em 2023 receberam o diagnóstico em estágios avançados da doença, o que limita severamente as possibilidades de cura. O oncologista Igor Morbeck destaca que a ausência de um programa nacional de rastreamento precoce é o principal gargalo para reverter esse quadro, impedindo a intervenção em fases iniciais onde o tratamento seria mais eficaz. Diante da previsão de mais de 35 mil novos casos anuais para o próximo triênio, especialistas reforçam a necessidade de implementar tomografias de rotina para grupos de risco e intensificar ações de conscientização sobre o tabagismo, responsável por 85% das ocorrências.
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