Autoridades questionam Sony sobre fim da mídia física no PlayStation
Governos do México e do Brasil investigam a Sony por riscos de monopólio e perda de direitos do consumidor com a migração exclusiva para o digital.
Pontos principais
- A Sony anunciou que encerrará a produção de jogos em mídia física para PlayStation a partir de janeiro de 2028.
- Autoridades mexicanas denunciaram a empresa em órgãos antitruste por práticas que limitam a propriedade do consumidor.
- No Brasil, a deputada Érika Hilton acionou órgãos de defesa do consumidor para investigar o impacto da medida.
- Críticos apontam que o modelo digital transforma a compra em locação temporária, sujeita à remoção de acesso pela plataforma.
- A Sony mantém a estratégia global de transição digital, apesar das pressões políticas e de boicotes da comunidade.
A Sony enfrenta pressões crescentes de autoridades no México e no Brasil devido à sua decisão de encerrar a produção de jogos em mídia física para o PlayStation a partir de 2028. Órgãos de defesa do consumidor e comissões de antitruste investigam se a transição forçada para o formato digital configura prática abusiva, criando um monopólio na PlayStation Store e restringindo os direitos de propriedade dos usuários. A preocupação central reside no fato de que, no modelo digital, a aquisição de um título pode ser interpretada como uma licença de uso temporária, sujeita a revogações futuras. Enquanto a empresa reafirma que a medida faz parte de uma estratégia global de modernização, o movimento gerou críticas sobre a longevidade do acesso aos conteúdos, especialmente após o anúncio de encerramento de servidores para consoles legados como PS3 e PS Vita.
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