Startup portuguesa Neuraspace capta US$ 18 milhões para monitoramento espacial
A empresa levantou 15,6 milhões de euros para expandir sua plataforma de IA voltada à segurança de satélites e defesa na Europa.
Pontos principais
- O aporte de 15,6 milhões de euros (cerca de 18 milhões de dólares) combina capital privado e fundos públicos do Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal.
- Os recursos serão aplicados no desenvolvimento de IA para detecção de riscos de colisão, ameaças cibernéticas e interferências em satélites.
- A empresa planeja expandir sua infraestrutura de sensores ópticos e fortalecer a solução NeuraspaceDEF para clientes governamentais e militares.
- Atualmente, a startup monitora mais de 600 satélites para organizações como a NATO e a Força Aérea Portuguesa.
- Liderada pela ex-chefe da Agência Espacial Portuguesa, Chiara Manfletti, a companhia busca reforçar a soberania espacial europeia.
A startup portuguesa Neuraspace anunciou a captação de 15,6 milhões de euros, equivalentes a aproximadamente 18 milhões de dólares, para acelerar o desenvolvimento de sua plataforma de inteligência artificial voltada à consciência situacional espacial. O investimento é composto por 6 milhões de euros provenientes de capital privado, com participação da Lince Capital, Explorer Investments e Armilar Venture Partners, além de 9,6 milhões de euros oriundos do Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal. O objetivo central é aprimorar as capacidades de monitoramento de tráfego e defesa em um ambiente orbital cada vez mais congestionado.
Fundada em 2020 e liderada por Chiara Manfletti, a empresa utiliza algoritmos de IA para oferecer recomendações automatizadas de manobras de desvio, além de identificar ameaças cibernéticas e interferências de radiofrequência. Com o novo aporte, a Neuraspace pretende expandir sua infraestrutura de sensores ópticos e consolidar a solução NeuraspaceDEF, voltada ao setor de defesa. Atualmente, a startup já presta serviços de monitoramento para mais de 600 satélites, atendendo clientes comerciais e instituições estratégicas, incluindo a NATO e a Força Aérea Portuguesa. A iniciativa reflete a crescente demanda europeia por tecnologias autônomas que garantam a segurança e a soberania de ativos espaciais críticos.
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