Contratações nos EUA desaceleram enquanto salários sobem
O mercado de trabalho americano registrou o menor ganho de vagas desde janeiro, mas a escassez de mão de obra pressiona o aumento dos salários.
Pontos principais
- O setor privado adicionou apenas 44 mil vagas em julho, o menor volume mensal desde janeiro.
- Trabalhadores que mudaram de emprego registraram alta salarial de 7% ao ano, o ritmo mais rápido desde agosto de 2025.
- Setores como construção civil e saúde enfrentam escassez de talentos, forçando a valorização dos salários.
- Famílias de baixa renda tiveram crescimento salarial superior ao das famílias de alta renda, segundo o Bank of America.
- Economistas avaliam que a atual pressão salarial não deve desencadear um novo ciclo inflacionário significativo.
O mercado de trabalho dos Estados Unidos apresentou sinais de resfriamento em julho, com a criação de apenas 44 mil novas vagas no setor privado, o menor patamar desde o início do ano. Apesar da desaceleração nas contratações, o cenário é marcado por uma pressão ascendente nos salários, impulsionada pela dificuldade das empresas em preencher postos em setores estratégicos, como saúde e construção civil. Dados do Bank of America Institute indicam que o crescimento salarial anual para quem mudou de emprego alcançou 7%, com destaque para o ganho real entre famílias de baixa renda. Embora o aumento da remuneração seja um desafio para a retenção de talentos, especialistas avaliam que a tendência atual não possui força suficiente para pressionar a inflação de forma significativa, mantendo o equilíbrio econômico sob a gestão do presidente Donald Trump.
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