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Produção industrial brasileira cai 1,8% em junho e frustra mercado

O recuo superou as projeções de analistas e marcou o segundo mês consecutivo de queda, sinalizando um arrefecimento na atividade econômica industrial no segundo trimestre de 2026.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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04/08 às 09:46 · atualizado 15:33

Pontos principais

  • A produção industrial recuou 1,8% em junho, superando a expectativa de queda de 0,8% a 0,9% do mercado.
  • Este foi o segundo mês consecutivo de retração, após uma queda de 0,9% registrada em maio.
  • O resultado negativo foi disseminado, atingindo as quatro grandes categorias econômicas pesquisadas pelo IBGE.
  • Os setores de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis apresentaram a maior influência negativa, com recuo de 5,9%.
  • Bens de consumo semi e não duráveis (-4,1%) e duráveis (-3,2%) foram os segmentos com as quedas mais expressivas.
  • Apesar do desempenho mensal, a indústria ainda acumula alta de 1,5% no ano e 0,7% nos últimos 12 meses.
  • Analistas avaliam que a perda de fôlego do setor pode influenciar as decisões do Banco Central sobre a taxa Selic.

A produção industrial brasileira registrou uma retração de 1,8% em junho de 2026, desempenho que frustrou as expectativas do mercado financeiro e marcou o segundo mês consecutivo de queda no setor. Segundo dados do IBGE, o resultado interrompeu a trajetória de crescimento observada no primeiro quadrimestre do ano, quando a indústria havia acumulado um ganho de 4,4%. O recuo foi disseminado entre 16 dos 25 ramos pesquisados, com destaque negativo para a fabricação de derivados de petróleo, produtos químicos e farmacêuticos, além de uma queda acentuada na produção de bens de consumo duráveis e não duráveis.

Especialistas apontam que a perda de tração da indústria no final do segundo trimestre reflete um arrefecimento mais amplo da atividade econômica. Embora o setor ainda apresente um saldo positivo de 1,5% no acumulado do ano, a intensidade da queda em junho reforça a percepção de desaceleração. Esse cenário é acompanhado de perto por economistas, que debatem como o desempenho industrial pode influenciar a calibração da taxa Selic pelo Banco Central, com estimativas para o patamar terminal da taxa variando entre 13,25% e 14% ao final de 2026.

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