Preços do petróleo caem mais de 5% com sinalização de acordo no Estreito de Ormuz
O petróleo recuou pelo segundo dia consecutivo, mantendo-se abaixo de US$ 80, com o otimismo do mercado sobre um possível acordo diplomático para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Pontos principais
- O petróleo Brent e o WTI registraram quedas superiores a 5% nos mercados internacionais.
- O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que um acordo com o Irã pode ser firmado entre terça e quarta-feira.
- O barril de petróleo voltou a ser cotado abaixo de US$ 80 pela primeira vez desde meados de julho.
- O secretário de Estado, Marco Rubio, confirmou avanços nas negociações, embora tenha ressaltado que não há um pacto definitivo.
- O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica vital para o suprimento global de energia, e sua normalização reduziria a pressão sobre os preços.
- Analistas da TD Securities mantêm cautela sobre o sucesso das tratativas devido às exigências iranianas pelo controle da hidrovia.
- O mercado de petróleo registra queda pelo segundo dia seguido, refletindo a volatilidade geopolítica que impacta o fornecimento global.
Os preços do petróleo sofreram uma queda acentuada nos mercados globais nesta semana, com o Brent e o WTI recuando mais de 5% após declarações de autoridades do governo do presidente Donald Trump. O movimento foi impulsionado pela sinalização do secretário do Tesouro, Scott Bessent, de que um acordo diplomático com o Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz estaria próximo de ser concretizado. A expectativa de normalização do fluxo de navios petroleiros na região, um dos pontos mais críticos para a logística de energia mundial, trouxe alívio imediato aos investidores, levando o barril a patamares abaixo de US$ 80 pelo segundo dia consecutivo.
Embora o secretário de Estado, Marco Rubio, tenha corroborado que houve progressos significativos nas conversas, o governo americano evitou confirmar a conclusão definitiva das negociações. A cautela persiste entre analistas de mercado, que apontam para a complexidade das exigências iranianas sobre o controle da hidrovia como um possível obstáculo para o sucesso do acordo. O cenário atual reflete a alta volatilidade geopolítica que tem impactado o fornecimento global de energia nas últimas semanas.
Caso a reabertura se confirme, a medida deve estabilizar a oferta global da commodity, que vinha sofrendo pressão devido às tensões geopolíticas recentes e à redução das exportações russas. O otimismo dos investidores permanece concentrado na possibilidade de um desfecho diplomático, embora o mercado continue monitorando de perto qualquer sinal de retrocesso nas tratativas entre Washington e Teerã.
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