Malásia proíbe trilhas extremas após alta em resgates
Governo malaio restringe práticas de trilhas intensas após aumento de 30% em resgates motivados por desafios virais nas redes sociais.
Pontos principais
- O governo da Malásia proibiu a prática de trilhas que exigem percorrer rotas complexas em prazos curtos.
- O Corpo de Bombeiros registrou 52 casos de trilheiros perdidos nos primeiros cinco meses de 2026.
- O número de resgates representa um aumento de quase 30% em relação ao mesmo período de 2025.
- Autoridades atribuem o fenômeno a tendências de redes sociais que incentivam a busca por desafios extremos.
O governo da Malásia implementou novas restrições a trilhas de alta intensidade após um aumento expressivo no número de resgates de caminhantes em áreas remotas. A medida proíbe a prática conhecida como trilhas comprimidas, que consiste em completar percursos exigentes em prazos curtos, muitas vezes sem o preparo físico ou logístico necessário. Segundo o Corpo de Bombeiros e Resgate do país, foram contabilizados 52 casos de pessoas perdidas ou presas entre janeiro e maio de 2026, um crescimento de quase 30% em comparação ao ano anterior. As autoridades locais apontam que a popularização de desafios virais nas redes sociais tem incentivado aventureiros inexperientes a buscarem picos perigosos. A decisão visa reduzir a sobrecarga das equipes de emergência e garantir a segurança dos praticantes de atividades ao ar livre diante da crescente influência de conteúdos digitais sobre o turismo de aventura.
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