Estudo indica que gelo de Europa pode bloquear sinais de vida
Simulações sugerem que água do oceano de Europa congela antes de atingir a superfície, dificultando a detecção de bioassinaturas pela NASA.
Pontos principais
- Simulações indicam que a água que ascende do oceano de Europa perde calor e congela antes de alcançar a superfície.
- O processo de resfriamento turbulento forma cristais de gelo que obstruem as fraturas na crosta da lua.
- Pesquisa liderada pela Rutgers University sugere que possíveis poças superficiais seriam causadas por derretimento interno, não pelo oceano.
- As descobertas, publicadas na Nature Astronomy, desafiam expectativas para as missões Europa Clipper e JUICE.
Um estudo publicado na revista Nature Astronomy em 23 de julho trouxe novos desafios para a busca por vida em Europa, uma das luas de Júpiter. Liderada por pesquisadores da Rutgers University, a investigação utilizou simulações computacionais para demonstrar que a água proveniente do oceano subterrâneo da lua perde calor rapidamente ao subir por fraturas na crosta gelada. Esse resfriamento turbulento gera cristais de gelo que bloqueiam as passagens, impedindo que o material oceânico chegue à superfície. A descoberta altera a interpretação de dados esperados para as missões Europa Clipper, da NASA, e JUICE, da Agência Espacial Europeia. Segundo os cientistas, qualquer reservatório de água detectado no futuro próximo provavelmente resultará de derretimento interno na própria crosta, e não de uma conexão direta com o oceano profundo, o que limita as chances de identificar bioassinaturas diretamente da superfície.
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