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AstraZeneca e Bristol Myers Squibb avaliam fusão de US$ 400 bilhões

Gigantes farmacêuticas iniciam negociações preliminares para uma fusão que criaria uma potência global, gerando forte reação no mercado financeiro.

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Foto: G1 - Economia
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03/08 às 08:03 · atualizado 08:33

Pontos principais

  • AstraZeneca e Bristol Myers Squibb (BMS) estão em conversas preliminares para uma possível fusão.
  • O negócio avalia a empresa combinada em cerca de 400 bilhões de dólares.
  • Ações da AstraZeneca caíram 7% na Bolsa de Londres após a divulgação dos rumores.
  • Papéis da Bristol Myers Squibb registraram alta de 6% no mercado.
  • Analistas de mercado expressaram ceticismo sobre a lógica estratégica da transação.
  • A fusão criaria uma potência global em oncologia, mas pode enfrentar escrutínio antitruste.
  • A AstraZeneca busca expandir sua presença no mercado norte-americano.
  • A BMS enfrenta desafios com a expiração de patentes de medicamentos como Eliquis e Opdivo.

As gigantes farmacêuticas AstraZeneca e Bristol Myers Squibb iniciaram negociações preliminares para uma possível fusão, uma operação que poderia criar uma companhia avaliada em aproximadamente 400 bilhões de dólares. Embora nenhuma das empresas tenha confirmado oficialmente os termos, a notícia causou volatilidade imediata no mercado financeiro. As ações da AstraZeneca sofreram uma queda de 7% na Bolsa de Londres, registrando o pior desempenho do índice FTSE 100, enquanto os papéis da Bristol Myers Squibb avançaram 6% após a repercussão do caso.

Analistas do setor farmacêutico reagiram com perplexidade à possibilidade do negócio, questionando a necessidade de uma manobra de engenharia financeira por parte da AstraZeneca, que possui um portfólio de inovação robusto. Especialistas apontam que, embora a união pudesse consolidar uma potência global em oncologia, a operação enfrentaria obstáculos regulatórios significativos devido à sobreposição de portfólios. Para a Bristol Myers Squibb, a fusão representaria uma alternativa estratégica diante da expiração de patentes de medicamentos fundamentais, como o Eliquis e o Opdivo, enquanto a AstraZeneca busca fortalecer sua fatia no mercado norte-americano, que já responde por 42% de suas vendas totais.

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