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Lucro da Shell atinge US$ 9,84 bilhões no segundo trimestre de 2026

A Shell superou expectativas de mercado com alta produção no Brasil e recorde no refino, mesmo com desafios operacionais no Catar.

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Foto: Times Brasil
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30/07 às 04:45 · atualizado 11:33

Pontos principais

  • Lucro ajustado de US$ 9,84 bilhões superou a previsão de US$ 8,92 bilhões.
  • Setor de refino da companhia atingiu níveis de utilização recordes em uma década.
  • Produção no Brasil alcançou patamares históricos para a empresa.
  • Fluxo de caixa operacional atingiu US$ 21,4 bilhões, permitindo redução da dívida líquida.
  • Programa de recompra de ações foi mantido em US$ 3 bilhões.

A Shell reportou um lucro líquido ajustado de US$ 9,84 bilhões no segundo trimestre de 2026, superando as projeções de analistas que estimavam US$ 8,92 bilhões. O desempenho financeiro foi impulsionado por uma combinação de preços elevados de commodities, decorrentes da instabilidade no Oriente Médio e do fechamento do Estreito de Ormuz, além de uma performance operacional robusta em áreas estratégicas. O CEO Wael Sawan destacou que o setor de refino da companhia atingiu níveis de utilização recordes, um marco não observado em mais de uma década, evidenciando a capacidade da empresa em navegar pela volatilidade do mercado global.

Além do refino, a Shell registrou uma produção recorde em suas operações de upstream no Brasil, o que ajudou a compensar a perda de 10% na produção total causada pela paralisação de ativos no Catar. Com um fluxo de caixa operacional de US$ 21,4 bilhões, a companhia conseguiu reduzir sua dívida líquida para US$ 42 bilhões, mantendo seu compromisso com o programa de recompra de ações no valor de US$ 3 bilhões. O resultado reflete a resiliência da estratégia da empresa frente aos desafios logísticos e geopolíticos atuais.

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