Lucro da Universal Music cai 84% no primeiro semestre de 2026
Apesar do crescimento de 5,3% na receita, a Universal Music registrou queda acentuada no lucro líquido devido a reavaliações de investimentos.
Pontos principais
- O lucro líquido da companhia recuou 84,5%, somando 222 milhões de euros no período.
- A receita total atingiu 6,194 bilhões de euros, impulsionada por uma alta de 6,8% no segmento de gravação.
- O resultado foi afetado pela redução de receitas financeiras e pela desvalorização de participações no Spotify e na Tencent.
- A gestora Pershing Square, de Bill Ackman, vendeu sua fatia de 4,7% na empresa após uma proposta de aquisição ser rejeitada.
A Universal Music Group reportou um desempenho financeiro contrastante no primeiro semestre de 2026. Embora a receita total tenha crescido 5,3%, alcançando 6,194 bilhões de euros, o lucro líquido da gravadora despencou 84,5% em comparação ao ano anterior, totalizando 222 milhões de euros. O impacto negativo foi atribuído principalmente à redução de receitas financeiras e a ajustes contábeis decorrentes da reavaliação de investimentos estratégicos em empresas como Spotify e Tencent. O segmento de gravação musical manteve-se como o principal motor de crescimento, com alta de 6,8%. Paralelamente, o cenário corporativo foi marcado pela saída da Pershing Square Capital Management, liderada por Bill Ackman, que vendeu sua participação de 4,7% na companhia em junho. A decisão ocorreu após a Universal Music recusar uma proposta de aquisição apresentada pela gestora de Ackman, evidenciando tensões na governança da empresa.
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