Primeiro colocado no CNU tem posse negada pelo INCA por formação
Candidato aprovado para cargo de analista no INCA foi impedido de assumir a função sob alegação de incompatibilidade na formação acadêmica.
Pontos principais
- Ícaro Silva Jatobá foi aprovado em primeiro lugar para o cargo de Analista em Ciência e Tecnologia no INCA.
- O órgão barrou a posse alegando que a graduação em Jornalismo não possui aderência às competências exigidas.
- O edital do concurso utilizou o termo genérico 'áreas afins' sem listar especificamente quais cursos seriam aceitos.
- A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) contesta a interpretação restritiva do INCA sobre a formação profissional.
- O candidato busca reverter a decisão na Justiça após ter seu recurso administrativo negado.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) negou a posse de Ícaro Silva Jatobá, aprovado em primeiro lugar no Concurso Público Nacional Unificado (CNU) para o cargo de Analista em Ciência e Tecnologia. A instituição justificou a decisão alegando que a graduação do candidato em Jornalismo não apresenta aderência substancial às competências necessárias para a especialidade de Informação e Comunicação. O caso levanta questionamentos sobre a clareza do edital, que utilizou o termo genérico 'áreas afins' sem detalhar as graduações aceitas, gerando insegurança jurídica para os participantes. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) criticou a postura do órgão, defendendo que a formação em jornalismo contempla os requisitos técnicos da função. Após o indeferimento do recurso na esfera administrativa, o candidato recorre agora ao Poder Judiciário para tentar garantir sua nomeação.
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