Dois novos casos de remissão de HIV são relatados após transplante
Pacientes com leucemia atingiram remissão do HIV após receberem células-tronco com mutação genética rara que bloqueia a entrada do vírus.
Pontos principais
- O número total de pacientes em remissão de HIV após transplante de células-tronco subiu para 13.
- Os novos casos ocorreram em pacientes de Kansas City e Essen, tratados para leucemia.
- O sucesso depende da mutação CCR5 delta32, presente em cerca de 10% da população do norte da Europa.
- Especialistas classificam o estado como remissão, visto que a cura definitiva não pode ser confirmada.
Dois novos casos de remissão do HIV foram apresentados na Conferência Internacional da Aids, elevando para 13 o número de pacientes que alcançaram esse estado clínico após transplantes de células-tronco. Os pacientes, residentes em Kansas City e Essen, foram submetidos ao procedimento para tratar quadros de leucemia. O sucesso do tratamento está ligado ao uso de doadores com a mutação genética CCR5 delta32, que impede a entrada do vírus HIV nas células de defesa CD4+. Embora o vírus não seja detectado no sangue após a interrupção dos antirretrovirais, a comunidade científica prefere o termo remissão à cura definitiva. A metodologia, iniciada com o caso histórico de Timothy Ray Brown em 2007, permanece limitada pela raridade da mutação genética necessária, encontrada em apenas 10% da população do norte da Europa.
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