Interessados questionam valuation da Prudential em processo de venda
Potenciais compradores divergem da avaliação de até US$ 4 bilhões da Prudential, citando incertezas sobre lucros recorrentes e contratos estratégicos.
Pontos principais
- A Prudential busca um valuation entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões para suas operações no Brasil e México.
- Investidores contestam o valor, argumentando que o lucro real da seguradora é impactado por componentes não recorrentes.
- A falta de garantia na renovação de um contrato de R$ 200 milhões com o Itaú gera cautela entre os interessados.
- Sinalizações iniciais do mercado apontam para propostas na faixa de US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões.
O processo de venda das operações da Prudential no Brasil e no México enfrenta resistência por parte de potenciais compradores. Embora a matriz americana projete um valuation entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões, baseado em múltiplos de lucro, o mercado tem apresentado propostas significativamente menores, situadas entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões. A divergência ocorre devido a questionamentos sobre a qualidade dos lucros da seguradora, com investidores apontando a presença de componentes não recorrentes que inflariam o resultado operacional.
Além da questão financeira, a incerteza sobre a renovação de um contrato estratégico de R$ 200 milhões com o Itaú tem sido um fator de peso nas negociações. A ausência de garantias contratuais para a continuidade dessa parceria eleva o risco percebido pelos interessados, que incluem grandes seguradoras globais e locais. O impasse reflete a dificuldade de precificar ativos em um cenário de volatilidade e dependência de parcerias bancárias de longo prazo.
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