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Falha no Zimbra permite invasão de emails governamentais sem cliques

Vulnerabilidade explorada pelo grupo TA488 permitiu espionagem em órgãos dos EUA e Ucrânia sem exigir interação do usuário com emails maliciosos.

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Foto: TecMundo
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28/07 às 15:32

Pontos principais

  • A vulnerabilidade CVE-2025-66376 permitia execução remota de código apenas com a abertura da mensagem.
  • O grupo TA488, ligado ao Estado russo, utilizou a ferramenta ZimReaper para extração de dados e persistência.
  • Alvos incluíram agências governamentais dos Estados Unidos, Ucrânia e setores de energia nuclear.
  • A Zimbra lançou uma correção em novembro de 2025, recomendando a atualização para a versão 10.1.13.

Uma campanha de espionagem cibernética de alta complexidade explorou uma falha crítica no serviço de email Zimbra para comprometer contas de governos e corporações estratégicas. Identificada como CVE-2025-66376, a vulnerabilidade permitia que atacantes executassem códigos maliciosos sem que a vítima precisasse clicar em links ou baixar anexos, bastando apenas a abertura do email. A ação foi atribuída ao grupo TA488, que utilizou a ferramenta ZimReaper para manter acesso persistente aos sistemas invadidos. A descoberta, realizada pela empresa Proofpoint, revelou que os ataques focaram em agências dos Estados Unidos, órgãos ucranianos e infraestruturas de defesa e energia nuclear. Diante da gravidade da ameaça, a Zimbra disponibilizou uma atualização de segurança em novembro de 2025, orientando que todos os usuários migrem para a versão 10.1.13 ou superior para mitigar riscos de espionagem e vazamento de dados sensíveis.

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