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Boeing registra prejuízo de US$ 428 milhões no 2º trimestre de 2026

Apesar de receita de US$ 24,6 bilhões e backlog recorde, custos extras no projeto do Air Force One pressionaram o balanço trimestral da fabricante.

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Foto: Times Brasil
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28/07 às 09:15 · atualizado 20:02

Pontos principais

  • Prejuízo líquido de US$ 428 milhões superou as expectativas negativas do mercado.
  • Receita total atingiu US$ 24,56 bilhões, um crescimento de 8% em relação ao ano anterior.
  • Programa VC-25B (Air Force One) gerou custos adicionais de US$ 280 milhões.
  • Carteira de pedidos (backlog) alcançou o recorde histórico de US$ 715 bilhões.
  • Fluxo de caixa livre foi positivo em US$ 631 milhões, revertendo queima de caixa de 2025.
  • Entregas de aeronaves comerciais subiram 14%, totalizando 171 unidades no período.
  • Produção do modelo 737 atingiu o ritmo de 47 aeronaves por mês.

A Boeing divulgou seus resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2026, revelando um cenário de contrastes operacionais. A companhia reportou um prejuízo líquido de US$ 428 milhões, resultado impactado diretamente por custos extras de US$ 280 milhões associados ao programa VC-25B, responsável pela modernização das aeronaves presidenciais Air Force One. O desempenho ficou abaixo das projeções de analistas, que esperavam uma perda menor por ação.

Por outro lado, a fabricante demonstrou resiliência em seu setor de aviação comercial. A receita total cresceu 8%, atingindo US$ 24,56 bilhões, impulsionada pela entrega de 171 aeronaves, um aumento de 14% na comparação anual. O fluxo de caixa livre positivo de US$ 631 milhões foi um dos destaques do balanço, sinalizando uma recuperação em relação à queima de caixa registrada no mesmo período de 2025. O CEO Kelly Ortberg reafirmou a meta anual de geração de caixa de até US$ 3 bilhões.

A força comercial da empresa também se refletiu em sua carteira de pedidos, que atingiu o patamar recorde de US$ 715 bilhões. Além disso, a companhia confirmou avanços na certificação dos modelos 737-7 e 737-10, com entregas projetadas para 2027, e estabilizou a produção da linha 737 em 47 unidades mensais. Após a divulgação dos dados, as ações da Boeing reagiram positivamente, subindo cerca de 2% no pré-market da bolsa de Nova York, refletindo a confiança dos investidores na capacidade de recuperação operacional da fabricante frente aos desafios contratuais com o governo.

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