Gestor da Kinea sugere foco em semicondutores em vez de modelos de IA
Ruy Alves, da Kinea, classifica investimentos em IA como arriscados e aponta fabricantes de chips como o setor mais promissor para investidores.
Pontos principais
- Ruy Alves, co-gestor da Kinea, descreveu o atual ciclo de investimentos em inteligência artificial como um "grande truque de mágica".
- O gestor questiona a rentabilidade futura dos aportes bilionários realizados por empresas americanas no setor de modelos de IA.
- A projeção da Kinea é que a capacidade global de computação precise ser ampliada em nove vezes até o final de 2027.
- A recomendação estratégica é priorizar fabricantes de equipamentos de chips, que detêm o controle da infraestrutura física necessária.
- O gargalo do setor de tecnologia reside na produção de semicondutores, tornando-os um investimento mais seguro que o desenvolvimento de modelos.
Ruy Alves, co-gestor da Kinea Investimentos, manifestou ceticismo sobre a rentabilidade imediata das empresas focadas no desenvolvimento de inteligência artificial. Segundo o gestor, o mercado tem tratado o setor como um "grande truque de mágica", ignorando os riscos de retorno sobre o capital investido. Para a Kinea, a estratégia mais prudente para investidores é direcionar recursos para fabricantes de semicondutores e equipamentos de infraestrutura, que representam o verdadeiro gargalo da expansão tecnológica global. A tese sustenta que, independentemente do sucesso de modelos específicos de IA, a demanda por capacidade computacional continuará crescendo, com a necessidade de multiplicar a infraestrutura atual por nove até 2027. Este cenário de cautela ocorre em um momento em que empresas globais buscam alternativas de custo-benefício mais eficientes, pressionando o modelo de negócios das Big Techs americanas.
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