Ex-presidente da Coreia do Sul é condenado por mentiras na campanha
Yoon Suk-yeol recebeu pena de 18 meses suspensa por declarações falsas durante a corrida eleitoral de 2022.
Pontos principais
- O tribunal de Seul sentenciou Yoon a 18 meses de prisão, com suspensão da pena por três anos.
- A condenação decorre de violações à lei eleitoral por mentiras sobre vínculos com um advogado e um xamã.
- O partido de Yoon, People Power Party, pode ter que devolver US$ 27,1 milhões em verbas de campanha.
- A defesa do ex-presidente confirmou que pretende recorrer da decisão judicial.
O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol foi condenado nesta segunda-feira a 18 meses de prisão, com pena suspensa por um período de três anos, por ter prestado declarações falsas durante sua campanha eleitoral de 2022. O tribunal de Seul considerou comprovado que o então candidato mentiu publicamente sobre seus vínculos com um advogado e com o xamã Jeon Seong-bae, configurando uma violação direta da lei eleitoral do país. A defesa de Yoon já sinalizou que pretende recorrer da sentença nas instâncias superiores. Caso a condenação seja mantida em definitivo, o People Power Party, partido de Yoon, poderá ser obrigado a reembolsar cerca de US$ 27,1 milhões em despesas de campanha financiadas pelo Estado. Este desdobramento jurídico ocorre em um momento de instabilidade política na Coreia do Sul, somando-se ao histórico recente do ex-mandatário, que já havia sido condenado à prisão perpétua em fevereiro de 2026 por um caso de insurreição relacionado à declaração de lei marcial ocorrida em 2024.
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