Dólar fecha estável a R$ 5,08 e Ibovespa recua 1,52%
A moeda americana encerrou o dia estável, enquanto a Bolsa brasileira caiu pressionada pela desvalorização do petróleo e novos balanços corporativos.
Pontos principais
- O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,08, acumulando queda de 0,58% na semana.
- O Ibovespa recuou 1,52% com forte pressão sobre ações de petroleiras e mineradoras.
- O preço do barril de petróleo caiu para abaixo de US$ 100, influenciado por expectativas de negociações diplomáticas entre EUA e Irã.
- Novas tarifas comerciais impostas pelo governo Trump a 60 parceiros, incluindo o Brasil, elevaram a cautela dos investidores.
- A temporada de divulgação de resultados das empresas brasileiras também contribuiu para a volatilidade do mercado.
O mercado financeiro brasileiro encerrou a sessão desta sexta-feira com cautela, refletindo um cenário de incertezas globais e ajustes internos. O dólar comercial manteve-se estável, cotado a R$ 5,08, apesar de ter registrado uma queda acumulada de 0,58% ao longo da semana. Enquanto isso, o Ibovespa apresentou um recuo de 1,52%, penalizado principalmente pelo desempenho negativo das ações de empresas ligadas aos setores de petróleo e mineração.
A desvalorização das commodities foi um dos principais vetores da sessão, com o barril de petróleo voltando a ser negociado abaixo do patamar de US$ 100. O movimento foi impulsionado por sinais de articulação diplomática da China para reabrir negociações entre os Estados Unidos e o Irã, além de uma realização de lucros por parte dos investidores. Paralelamente, o sentimento de aversão ao risco foi exacerbado pela implementação de novas tarifas de importação pelo governo Trump, que atingiram 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil.
Apesar da pressão externa, o Brasil manteve um desempenho relativo superior a outros mercados emergentes, sustentado pela sua posição de exportador líquido de petróleo e pelos diferenciais de juros. O cenário doméstico também foi impactado pela continuidade da temporada de balanços corporativos, que trouxe volatilidade adicional aos papéis listados na Bolsa de Valores brasileira.
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