Comunidades Ashaninka sofrem com avanço do crime na fronteira
O povo Ashaninka relata ameaças crescentes de grupos criminosos na região de fronteira entre o Brasil e o Peru, impactando a segurança local.
Pontos principais
- O território Ashaninka abrange áreas dos Andes e do Alto Juruá, no Acre.
- A população total do grupo supera 100 mil pessoas no Peru e 1.500 no Brasil.
- Comunidades indígenas denunciam o cerco de organizações criminosas na zona fronteiriça.
- A insegurança na região prejudica a circulação e os laços de parentesco entre os indígenas dos dois países.
Comunidades do povo indígena Ashaninka, localizadas na fronteira entre o Brasil e o Peru, enfrentam uma situação de vulnerabilidade devido à presença crescente do crime organizado na região do Alto Juruá, no Acre. O grupo, que mantém uma dinâmica de circulação e laços de parentesco transfronteiriços, relata estar sob cerco de facções criminosas que operam na área. A instabilidade na zona de fronteira compromete a segurança física e a autonomia territorial dos indígenas, dificultando o trânsito entre as comunidades situadas nos dois países. Com uma população que soma mais de 100 mil pessoas no Peru e cerca de 1.500 em território brasileiro, os Ashaninka buscam preservar seu modo de vida diante da pressão imposta por atividades ilícitas que se expandem pelos Andes e pela floresta amazônica.
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