Minoritários da Emae recorrem à Justiça para barrar incorporação pela Sabesp
Acionistas contestam a relação de troca e alegam subavaliação da Emae, buscando suspender a assembleia decisiva marcada para a próxima quinta-feira.
Pontos principais
- A assembleia geral extraordinária para deliberar sobre a incorporação da Emae pela Sabesp está mantida para o dia 30 de julho.
- Acionistas minoritários, incluindo Julia de Alvares Otero, ajuizaram tutela cautelar contra os termos da operação.
- A contestação judicial aponta subavaliação da companhia e falta de transparência na emissão dos laudos de avaliação.
- A Sabesp sustenta que o processo cumpre a legislação e que o preço reflete a situação patrimonial atual da Emae.
- A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) analisa pedidos de adiamento da reunião feitos pelos investidores.
A Sabesp e a Emae mantiveram a convocação da assembleia geral extraordinária para a próxima quinta-feira, dia 30, apesar de uma ofensiva judicial movida por acionistas minoritários. O grupo contesta os termos da incorporação da Emae pela Sabesp, alegando que a relação de troca proposta subavalia a empresa em comparação ao preço de sua privatização em 2024. A ação judicial, que inclui uma tutela cautelar, também levanta preocupações sobre possíveis conflitos de interesse e a falta de transparência nos laudos de avaliação apresentados. Enquanto os minoritários buscam a suspensão do encontro, a Sabesp defende a legalidade do processo, argumentando que o valor ofertado está alinhado à realidade patrimonial da Emae, que sofreu ajustes contábeis recentes. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) segue analisando pedidos de adiamento da assembleia.
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