Acionistas minoritários da Emae contestam incorporação pela Sabesp
Investidores buscam na Justiça suspender a assembleia de incorporação, alegando subavaliação da companhia e falta de transparência na operação.
Pontos principais
- A acionista Julia de Alvares Otero ajuizou tutela cautelar para barrar a incorporação da Emae pela Sabesp.
- Minorias alegam que a relação de troca proposta está abaixo do valor de privatização da empresa em 2024.
- A ação aponta conflitos de interesse em laudos e falta de informações adequadas aos investidores.
- A Sabesp afirma que o preço reflete a situação patrimonial atual e segue a legislação vigente.
- A CVM analisa pedidos de adiamento da assembleia, que está agendada para o dia 30 de julho.
Acionistas minoritários da Emae entraram na Justiça com uma tutela cautelar para tentar suspender a assembleia de incorporação pela Sabesp, marcada para o dia 30 de julho. O grupo contesta os termos da operação, argumentando que a relação de troca proposta subavalia a companhia em comparação ao preço registrado durante sua privatização em 2024. Além da ação judicial, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) recebeu pedidos para adiar o encontro, sob a alegação de falta de transparência e possíveis conflitos de interesse na emissão dos laudos de avaliação. Em contrapartida, a Sabesp defende a legalidade do processo, sustentando que o valuation proposto reflete com precisão a atual situação patrimonial da Emae, que foi impactada por recentes prejuízos e ajustes contábeis. A disputa coloca em xeque o cronograma da operação e a governança corporativa envolvida na fusão.
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