Acionista da EMAE contesta na CVM incorporação pela Sabesp
Acionista minoritária questiona o valuation e a transparência da relação de troca de ações na incorporação da EMAE pela Sabesp.
Pontos principais
- Julia Otero, detentora de 6% do capital da EMAE, contesta a relação de troca de 1,319 ações da Sabesp por cada papel da EMAE.
- A petição enviada à CVM alega que o valuation da companhia está abaixo dos padrões de mercado e critica a falta de transparência nos critérios.
- A acionista contesta a composição do comitê independente, apontando a exclusão de representantes indicados pelos minoritários.
- O pedido solicita o adiamento da assembleia de acionistas, prevista para 30 de julho, para revisão dos documentos da operação.
- Sabesp e EMAE declaram que o processo de incorporação cumpre rigorosamente a legislação e as normas de governança da CVM.
A incorporação da EMAE pela Sabesp enfrenta um obstáculo jurídico após uma acionista minoritária, Julia Otero, protocolar uma petição na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A investidora, que detém 6% do capital da empresa, contesta a relação de troca de ações proposta, argumentando que o valuation da EMAE foi subestimado em comparação a transações anteriores do setor. Além das críticas financeiras, a petição aponta falhas na governança, questionando a independência do comitê responsável pela avaliação e a falta de clareza nas premissas utilizadas para definir o valor da operação. O caso ganha relevância ao solicitar o adiamento da assembleia de acionistas marcada para o final de julho, visando uma revisão profunda dos documentos. Em resposta, tanto a Sabesp quanto a EMAE reafirmaram que todo o rito de incorporação segue estritamente as normas vigentes e os padrões de transparência exigidos pelo mercado.
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