Justiça britânica avalia sentenciar ativistas por terrorismo
Promotores pedem que cinco ativistas do Palestine Action, condenados por danos ao Barclays, sejam sentenciados sob leis antiterrorismo.
Pontos principais
- Cinco ativistas foram condenados por causar 212 mil libras em danos a uma agência do Barclays em Burnley.
- O protesto, realizado em agosto de 2024, visava investimentos do banco na empresa de defesa Elbit Systems.
- A promotoria solicitou ao juiz que a sentença considere uma conexão terrorista devido à natureza da ação.
- O caso gera debate sobre a aplicação de leis de combate ao terrorismo em táticas de protesto direto.
Promotores britânicos solicitaram que cinco ativistas do grupo Palestine Action, condenados por danos criminais contra o banco Barclays, sejam sentenciados sob a legislação antiterrorismo do Reino Unido. Os réus foram considerados culpados por causar 212 mil libras em prejuízos a uma agência em Burnley, em agosto de 2024, onde quebraram janelas e utilizaram tinta vermelha em protesto contra os investimentos da instituição na empresa de defesa Elbit Systems. O juiz responsável pelo caso indicou que avaliará a aplicação de uma conexão terrorista na dosimetria da pena. A medida sinaliza um endurecimento do sistema judiciário britânico contra táticas de protesto direto, levantando debates sobre os limites do ativismo político e a severidade das punições para manifestantes que visam infraestruturas privadas.
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