Brasil segue fora do Mapa da Fome, mas obesidade cresce 118%
País mantém-se fora do Mapa da Fome da ONU, mas o alto custo de dietas saudáveis impulsiona o aumento da obesidade e gastos no SUS.
Pontos principais
- Brasil permanece fora do Mapa da Fome da ONU com redução na insegurança alimentar severa.
- Cerca de 21,1% da população brasileira não possui renda para manter uma dieta saudável.
- Taxa de obesidade em adultos brasileiros registrou alta de 118% entre 2006 e 2024.
- Doenças ligadas ao consumo de ultraprocessados custam R$ 9,2 bilhões anuais ao SUS.
O Brasil consolidou sua saída do Mapa da Fome da ONU, apresentando uma queda expressiva nos índices de insegurança alimentar severa entre 2023 e 2025. Contudo, o país enfrenta um novo desafio de saúde pública: a transição nutricional. Segundo dados da FAO, mais de 20% da população não consegue arcar com os custos de uma alimentação equilibrada, o que favorece o consumo de ultraprocessados e reflete no aumento de 118% da obesidade adulta nas últimas duas décadas. A situação gera um impacto financeiro direto ao sistema público de saúde, com gastos anuais de R$ 9,2 bilhões relacionados a doenças decorrentes da má nutrição. Além das barreiras financeiras, fatores como a sobrecarga de gênero e a falta de tempo para o preparo de refeições dificultam a adoção de hábitos saudáveis, exigindo políticas públicas que integrem acesso econômico e educação alimentar.
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