Apenas 11% das empresas familiares brasileiras possuem plano de sucessão
Pesquisa aponta que a falta de planejamento sucessório ameaça a longevidade de negócios familiares no Brasil, elevando riscos de disputas internas.
Pontos principais
- Apenas 11% das empresas familiares brasileiras têm planos de sucessão, ante 64% na média global.
- Menos de 30% das empresas familiares no país conseguem sobreviver até a terceira geração.
- A resistência dos fundadores em delegar poder e ceder o controle é o principal entrave para a transição.
- O Brasil deve registrar a transferência de R$ 9 trilhões em patrimônio familiar até 2045.
- A profissionalização da governança é recomendada para evitar litígios que paralisam a gestão.
Um estudo realizado pela consultoria Mardô revelou que apenas 11% das empresas familiares no Brasil possuem um plano de sucessão estruturado, um índice significativamente inferior à média global de 64%. Essa lacuna no planejamento é apontada como o principal fator de risco para a longevidade desses negócios, visto que menos de 30% das companhias conseguem transitar com sucesso para a terceira geração. A resistência dos fundadores em delegar o controle e a ausência de governança familiar são os maiores obstáculos identificados, frequentemente resultando em disputas judiciais que comprometem a continuidade operacional. Com a expectativa de que R$ 9 trilhões em patrimônio familiar sejam transferidos no país até 2045, especialistas defendem a profissionalização urgente da gestão e a implementação de family offices para garantir a sustentabilidade das empresas e a preservação do legado.
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