Nova técnica com câmeras térmicas amplia alcance do observatório LIGO
Pesquisadores usaram câmeras térmicas comerciais para corrigir distorções em espelhos do LIGO, aumentando a detecção de ondas gravitacionais.
Pontos principais
- O método utiliza câmeras térmicas de prateleira para mapear e corrigir deformações nanométricas causadas pelo calor dos lasers nos espelhos.
- A inovação, liderada por Jonathan Richardson da Universidade da Califórnia, Riverside, amplia o alcance do observatório em 33 milhões de anos-luz.
- O estudo foi publicado na revista científica Classical and Quantum Gravity.
- A tecnologia será integrada ao Cosmic Explorer, observatório de próxima geração previsto para a década de 2030.
Pesquisadores liderados por Jonathan Richardson, da Universidade da Califórnia, Riverside, desenvolveram uma solução inovadora para aumentar a sensibilidade do observatório LIGO. A técnica utiliza câmeras térmicas comerciais e modelos computacionais para identificar e corrigir deformações nanométricas que ocorrem nos espelhos de alta precisão devido ao calor gerado pelos lasers do sistema. Ao mitigar essas distorções, o observatório ganha maior capacidade de detectar ondas gravitacionais resultantes da colisão de buracos negros, ampliando seu alcance em cerca de 33 milhões de anos-luz. O avanço representa um salto significativo na precisão da astrofísica moderna e já está planejado para ser incorporado ao Cosmic Explorer, um observatório de próxima geração que deve entrar em operação na década de 2030, consolidando a eficácia do método para futuras explorações do universo.
Comentários
Carregando comentários...
