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Nova técnica com câmeras térmicas amplia alcance do observatório LIGO

Pesquisadores usaram câmeras térmicas comerciais para corrigir distorções em espelhos do LIGO, aumentando a detecção de ondas gravitacionais.

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Foto: space-com
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25/07 às 10:01

Pontos principais

  • O método utiliza câmeras térmicas de prateleira para mapear e corrigir deformações nanométricas causadas pelo calor dos lasers nos espelhos.
  • A inovação, liderada por Jonathan Richardson da Universidade da Califórnia, Riverside, amplia o alcance do observatório em 33 milhões de anos-luz.
  • O estudo foi publicado na revista científica Classical and Quantum Gravity.
  • A tecnologia será integrada ao Cosmic Explorer, observatório de próxima geração previsto para a década de 2030.

Pesquisadores liderados por Jonathan Richardson, da Universidade da Califórnia, Riverside, desenvolveram uma solução inovadora para aumentar a sensibilidade do observatório LIGO. A técnica utiliza câmeras térmicas comerciais e modelos computacionais para identificar e corrigir deformações nanométricas que ocorrem nos espelhos de alta precisão devido ao calor gerado pelos lasers do sistema. Ao mitigar essas distorções, o observatório ganha maior capacidade de detectar ondas gravitacionais resultantes da colisão de buracos negros, ampliando seu alcance em cerca de 33 milhões de anos-luz. O avanço representa um salto significativo na precisão da astrofísica moderna e já está planejado para ser incorporado ao Cosmic Explorer, um observatório de próxima geração que deve entrar em operação na década de 2030, consolidando a eficácia do método para futuras explorações do universo.

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