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Trump impõe novas tarifas de até 12,5% sobre 85 países

O governo dos EUA anunciou taxas de importação justificadas pelo combate ao trabalho forçado, gerando críticas de aliados e preocupações sobre inflação interna.

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Foto: The Guardian World
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24/07 às 06:45 · atualizado 10:03

Pontos principais

  • As novas tarifas variam entre 10% e 12,5% e atingem 85 países, incluindo o Brasil.
  • A medida substitui uma taxa global de 10% anteriormente declarada ilegal pela Suprema Corte dos EUA.
  • O governo americano utiliza a seção 301 da Lei de Comércio de 1974 para fundamentar a decisão.
  • Parceiros comerciais, como Reino Unido, Canadá e membros da União Europeia, questionaram a justificativa oficial.
  • O governo brasileiro classificou a medida como arbitrária e negou as alegações de descumprimento de leis trabalhistas.
  • Legisladores democratas e republicanos alertam que a política pode elevar preços para consumidores americanos.
  • A decisão marca uma nova escalada nas tensões comerciais globais sob a administração de Donald Trump.

O presidente Donald Trump oficializou uma nova rodada de tarifas de importação, variando de 10% a 12,5%, sobre produtos de 85 países. A medida, anunciada pelo representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, substitui uma taxação global anterior que havia sido invalidada pela Suprema Corte americana. A justificativa apresentada pelo governo baseia-se no combate a práticas de trabalho forçado em nações parceiras, um argumento que tem sido alvo de ceticismo e perplexidade por parte da comunidade internacional.

A decisão provocou reações imediatas de aliados estratégicos, incluindo o Reino Unido, Canadá e membros da União Europeia, que contestam a fundamentação da política. O governo brasileiro, também afetado pela medida, repudiou a decisão, classificando-a como arbitrária. Internamente, a política enfrenta resistência bipartidária no Congresso dos EUA, onde legisladores democratas e republicanos expressaram preocupação com o impacto inflacionário direto no custo de vida dos consumidores americanos, descrevendo as taxas como um imposto sobre o consumo final.

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