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MPF pede suspensão do aumento de etanol na gasolina para 32%

O Ministério Público Federal ajuizou ação para barrar a mistura de 32% de etanol na gasolina, citando falta de estudos técnicos e riscos aos veículos.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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23/07 às 10:15 · atualizado 17:45

Pontos principais

  • O MPF solicita a suspensão imediata da medida, que estava prevista para entrar em vigor em 1º de agosto.
  • A ação pede uma indenização de R$ 500 milhões por danos morais coletivos devido à falta de clareza sobre os riscos técnicos.
  • Procuradores argumentam que não houve análise suficiente sobre a durabilidade de motores e a compatibilidade com veículos antigos ou importados.
  • O CNPE defende a mudança como estratégia de segurança energética, estimando redução de emissões e impacto positivo no preço final ao consumidor.
  • Entidades como a Anfavea alertam para possíveis danos em componentes de injeção e mangueiras, enquanto o setor sucroenergético defende a viabilidade.
  • A disputa jurídica coloca o Ministério Público Federal em confronto direto com as diretrizes do governo federal para o setor de combustíveis.

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública na Justiça Federal para impedir o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina comum, que deve subir de 30% para 32%. O órgão questiona a robustez dos estudos técnicos que embasaram a decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), argumentando que não foram devidamente avaliados os impactos sobre a durabilidade dos motores e a compatibilidade com a frota nacional, especialmente em modelos mais antigos ou importados. Além da suspensão, o MPF solicita uma indenização de R$ 500 milhões por danos morais coletivos e a realização de perícias independentes antes de qualquer alteração na composição do combustível.

A medida, que tem vigência prevista de 180 dias a partir de 1º de agosto, é defendida pelo governo como um pilar da política de segurança energética, visando reduzir a dependência de gasolina importada e diminuir as emissões de CO2. O Ministério de Minas e Energia projeta uma redução de 552 mil toneladas de emissões equivalentes e uma leve queda no preço na bomba. Enquanto o setor sucroenergético afirma que a mudança é tecnicamente viável e possui capacidade de oferta, especialistas e representantes da indústria automotiva, como a Anfavea, manifestaram preocupações com riscos de corrosão e desgaste prematuro em sistemas de injeção e mangueiras. A ação judicial coloca o MPF em confronto direto com as diretrizes do governo federal, cabendo agora ao Poder Judiciário dirimir a legalidade e os riscos técnicos da alteração.

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