MPF pede suspensão do aumento de etanol na gasolina para 32%
Ministério Público Federal questiona segurança da mistura E32 e exige indenização de R$ 500 milhões por falta de estudos técnicos adequados.
Pontos principais
- O MPF entrou com ação civil pública para barrar a mistura de 32% de etanol na gasolina.
- A medida, prevista para agosto, é criticada pela falta de estudos sobre impactos em veículos antigos e importados.
- Entidades como a Anfavea alertam para riscos de corrosão e desgaste prematuro em componentes automotivos.
- O CNPE defende a alteração como estratégia de segurança energética para reduzir a dependência de importações.
- O órgão pede uma indenização de R$ 500 milhões por danos coletivos causados pela implementação.
O Ministério Público Federal (MPF) protocolou uma ação civil pública com o objetivo de suspender o aumento da mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%, medida conhecida como E32 e programada para entrar em vigor em 1º de agosto. O órgão argumenta que não houve análise técnica suficiente sobre os impactos da nova composição na durabilidade e segurança da frota nacional, especialmente em veículos mais antigos ou importados. Além da suspensão, o MPF solicita uma indenização de R$ 500 milhões por danos coletivos. Enquanto o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sustenta que a mudança é essencial para a segurança energética e a redução da dependência externa, especialistas e a Anfavea alertam para possíveis danos em sistemas de injeção e mangueiras, gerando um impasse entre a política industrial e a proteção ao consumidor.
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