Brasil registra menor número de assassinatos desde 2012, aponta Anuário
O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública revela queda de 8,2% nas mortes violentas em 2025, enquanto feminicídios e crimes digitais atingem recordes.
Pontos principais
- O Brasil registrou 40.775 mortes violentas intencionais em 2025, uma queda de 8,2% em relação ao ano anterior.
- A taxa de homicídios caiu para 19,1 por 100 mil habitantes, o menor índice desde 2012.
- O feminicídio atingiu um recorde histórico com 1.571 vítimas, representando 44,4% dos assassinatos de mulheres.
- Santa Catarina superou São Paulo e tornou-se o estado com a menor taxa de mortes violentas do país.
- Crimes de estelionato somaram 2,2 milhões de ocorrências, com média de quatro golpes registrados por minuto.
- Mortes por intervenção policial cresceram 5,4%, totalizando 6.602 vítimas no período.
- O sistema prisional cresceu 6%, atingindo 964 mil detentos, com projeção de chegar a 1 milhão até 2027.
- Registros de bullying e cyberbullying aumentaram 67,3% após maior assimilação da legislação vigente.
O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 2025, apresenta um cenário de contrastes na segurança pública nacional. Pela primeira vez desde 2012, o país registrou uma queda significativa nas mortes violentas intencionais, que totalizaram 40.775 casos. A taxa de 19,1 mortes por 100 mil habitantes marca um avanço na redução da letalidade geral, com Santa Catarina assumindo a posição de estado mais seguro, superando São Paulo no ranking nacional. Em contrapartida, o Amapá mantém os índices mais críticos de violência.
Apesar da tendência de queda nos homicídios, indicadores de violência contra a mulher e crimes digitais apresentaram piora expressiva. O feminicídio atingiu um recorde histórico com 1.571 vítimas, acompanhado por um aumento de 30% em casos de stalking e 17% em descumprimento de medidas protetivas. Paralelamente, a criminalidade migrou para o ambiente virtual: o Brasil registrou uma média de quatro golpes por minuto, totalizando 2,2 milhões de estelionatos, dos quais 97% não chegam ao Poder Judiciário, evidenciando um desafio na punibilidade dessas fraudes.
O relatório também aponta mudanças na dinâmica policial e no sistema carcerário. As mortes decorrentes de intervenção policial subiram 5,4%, atingindo 6.602 óbitos, enquanto o sistema prisional brasileiro expandiu 6%, alcançando 964 mil detentos. Especialistas projetam que, mantido o ritmo atual, a população carcerária atingirá a marca de 1 milhão de pessoas até 2027. Além disso, a tipificação penal contribuiu para um salto de 67,3% nas notificações de bullying e cyberbullying entre jovens, refletindo uma maior visibilidade estatística sobre a violência no ambiente escolar e digital.
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