Vivo inicia venda de imóveis para levantar R$ 600 milhões
A Vivo coloca à venda 47 centrais telefônicas em São Paulo, aproveitando a migração para fibra óptica para otimizar seu portfólio imobiliário.
Pontos principais
- A primeira fase da estratégia envolve a venda de 47 imóveis, com 80% localizados em áreas nobres da capital paulista.
- A companhia projeta arrecadar R$ 600 milhões nesta rodada inicial e R$ 1,5 bilhão até 2028 com a venda de 1.000 unidades.
- A desmobilização dos ativos é viabilizada pela substituição da rede de cobre pela fibra óptica, que exige menos espaço físico.
- Cerca de um terço dos imóveis está em Zonas de Eixo de Estruturação da Transformação Urbana (ZEUs), atraindo interesse de incorporadoras.
- A consultoria Cushman & Wakefield foi contratada para gerir os processos competitivos de venda dos ativos.
- A empresa já havia vendido o antigo prédio da Telefônica na Rua Bela Cintra por R$ 250 milhões em 2025.
A Vivo iniciou um plano estratégico de desmobilização de ativos imobiliários em São Paulo, motivado pela modernização de sua infraestrutura de rede. Com a migração do sistema de cobre para a fibra óptica, a operadora reduziu a necessidade de manter grandes centrais telefônicas, permitindo a liberação de terrenos em regiões de alta densidade e valorização, como Itaim Bibi, Barra Funda e Chácara Santo Antônio. A iniciativa visa gerar caixa para a companhia enquanto oferece ao mercado imobiliário áreas com alto potencial construtivo.
O processo de venda será conduzido em etapas, com foco inicial nos ativos de maior liquidez. A gestão das negociações está a cargo da Cushman & Wakefield, que estruturará os processos competitivos para atrair construtoras e investidores. A estratégia de longo prazo prevê a alienação de cerca de 1.000 imóveis em todo o país até 2028, consolidando a revisão do portfólio imobiliário da empresa.
Comentários
Carregando comentários...
