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Recrutador de modelos ligado a Jeffrey Epstein é encontrado morto na França

Daniel Siad, de 69 anos, foi localizado sem vida em sua residência nos arredores de Paris enquanto era investigado por crimes de tráfico humano.

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Foto: G1 Mundo
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22/07 às 07:01 · atualizado 18:32

Pontos principais

  • Daniel Siad, de 69 anos, foi encontrado morto em sua casa em Colombes, nos arredores de Paris, na última segunda-feira.
  • O Ministério Público de Nanterre abriu uma investigação oficial para determinar a causa do falecimento.
  • Siad era apontado como um dos principais recrutadores de mulheres para o esquema de abuso sexual de Jeffrey Epstein.
  • O agenciador enfrentava acusações formais de estupro e estava sob inquérito por tráfico de seres humanos na França.
  • O nome de Siad aparecia em mais de 1.000 documentos dos arquivos de Jeffrey Epstein, desclassificados pelo Departamento de Justiça dos EUA.
  • O recrutador negava publicamente qualquer envolvimento em atividades ilícitas ou conhecimento sobre os crimes de Epstein.
  • As autoridades francesas ainda não divulgaram detalhes sobre possíveis suspeitas criminais ou evidências encontradas no local.
  • Uma autópsia será realizada para esclarecer as circunstâncias da morte do investigado.

O agenciador de modelos Daniel Siad, de 69 anos, foi encontrado morto em sua residência em Colombes, nos arredores de Paris, na última segunda-feira. O falecimento foi confirmado por promotores franceses e pela defesa do recrutador, que era figura central em investigações sobre a rede de tráfico sexual do falecido bilionário norte-americano Jeffrey Epstein. O Ministério Público de Nanterre instaurou um inquérito para apurar as causas do óbito, e uma autópsia deve ser realizada nos próximos dias para determinar se houve intervenção externa ou causas naturais. Siad era alvo de uma investigação em curso na França por suspeitas de estupro e tráfico de seres humanos, crimes que ele negava categoricamente. O recrutador mantinha laços estreitos com Epstein, tendo seu nome citado em mais de 1.000 documentos dos arquivos do bilionário, que foram desclassificados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos recentemente. A proximidade entre ambos era evidenciada por trocas de mensagens e registros profissionais que documentavam o aliciamento de jovens mulheres para o círculo de influência de Epstein. A morte de Siad ocorre em um momento de escrutínio contínuo sobre a rede de contatos e cúmplices do falecido criminoso, que morreu na prisão em 2019. O caso reacende o debate sobre a extensão das operações de tráfico sexual que operavam sob a fachada de agenciamento de modelos e a responsabilidade de intermediários que facilitavam o acesso de Epstein às vítimas. Até o momento, as autoridades francesas não forneceram detalhes adicionais sobre o cenário encontrado na residência, mantendo o caso sob sigilo investigativo enquanto aguardam os resultados dos exames periciais.

Fonte primária

Parquet de Nanterre, via Agence France-Presse (AFP)

Daniel Siad, rabatteur présumé de Jeffrey Epstein, retrouvé mort chez lui (despacho AFP)

Segundo confirmação do parquet de Nanterre à AFP na quarta-feira (22/07), Daniel Siad, recrutador de modelos e suposto rabatteur de Jeffrey Epstein, foi encontrado morto na noite de segunda-feira em seu domicílio em Colombes, subúrbio a oeste de Paris. O parquet abriu uma investigação sobre as causas da morte na própria noite da descoberta do corpo e determinou autópsia; a causa da morte não foi divulgada. Siad era alvo de várias queixas, entre elas por estupro, e era investigado em Paris pelo escritório especializado em combate ao tráfico de seres humanos — contestava as acusações e dizia querer ser ouvido pelos investigadores para dar sua versão. A primeira queixa contra ele foi apresentada em 10 de fevereiro pela ex-modelo sueca Ebba P. Karlsson, que o reconheceu em mais de mil documentos dos arquivos desclassificados de Epstein; ela o acusa de tê-la estuprado aos 20 anos e depois a explorado sexualmente, apresentando-a a Gérald Marie, ex-diretor da agência Elite — ambos sempre negaram. A advogada de Siad, Menya Arab-Tigrine, não respondeu de imediato à AFP. Lisa Brinkworth, cofundadora com Karlsson do coletivo Victorious Angels-WE RISE, disse à AFP estar 'em choque' e que é 'devastador' que sobreviventes do caso Brunel — o também rabatteur Jean-Luc Brunel, que se suicidou detido em 2022 — e agora do caso Siad tenham sido privadas de justiça.

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