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Louvre reabre Galeria de Apolo após roubo de joias da Coroa

O Museu do Louvre reabriu a Galeria de Apolo ao público nesta quarta-feira, nove meses após o furto de joias da Coroa Francesa, mas as peças permanecem fora de exibição.

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Foto: G1 Mundo
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22/07 às 07:02 · atualizado 17:33

Pontos principais

  • A Galeria de Apolo estava fechada desde outubro de 2025, após um assalto cinematográfico com uso de caminhão-guindaste.
  • Oito joias da Coroa, avaliadas em cerca de 100 milhões de dólares, continuam desaparecidas.
  • Quatro suspeitos foram presos, mas as investigações sobre o paradeiro dos itens prosseguem com cooperação internacional.
  • O incidente provocou a renúncia da ex-presidente Laurence des Cars e a nomeação de Christophe Leribault em fevereiro.
  • O museu implementou novos sistemas de vigilância e reforçou a segurança em suas dependências.
  • O novo presidente anunciou um plano de 1 bilhão de euros para modernização estrutural e segurança do Louvre.
  • As joias remanescentes da coleção serão futuramente transferidas para uma nova sala de alta segurança.

O Museu do Louvre reabriu nesta quarta-feira a icônica Galeria de Apolo, fechada desde outubro de 2025 devido a um audacioso roubo de joias da Coroa Francesa. Embora o espaço, famoso por sua decoração do século XVII, tenha voltado a receber visitantes, as peças históricas furtadas durante o assalto — avaliadas em aproximadamente 100 milhões de dólares — não foram recuperadas e permanecem fora da exposição. O local retoma sua função cerimonial original enquanto o museu reorganiza a exibição de seu acervo em áreas de maior proteção.

O crime, que expôs falhas críticas na segurança da instituição, gerou uma crise institucional profunda que culminou na renúncia da ex-presidente Laurence des Cars. Sob a gestão do novo presidente, Christophe Leribault, o Louvre iniciou um amplo processo de modernização. Leribault apresentou um plano de 1 bilhão de euros voltado para a atualização dos sistemas de vigilância e reformas estruturais, visando mitigar riscos operacionais e adaptar o prédio a desafios como o superaquecimento de salas.

Atualmente, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na França investiga possíveis negligências administrativas que teriam facilitado a ação dos criminosos. Enquanto as autoridades seguem com as investigações internacionais para localizar as oito joias desaparecidas, a direção do museu busca captar 360 milhões de euros em doações para viabilizar as reformas necessárias, alertando que a falta de suporte governamental e financeiro pode comprometer a operação futura da instituição.

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