Doméstica é resgatada após 52 anos de trabalho escravo no Rio
Mulher de 69 anos foi libertada em Nova Iguaçu após cinco décadas sem remuneração; família pagará R$ 645 mil em indenizações.
Pontos principais
- A vítima trabalhou por 52 anos em uma residência sem receber qualquer salário.
- O caso foi classificado pelo Ministério Público do Trabalho como análogo à escravidão.
- O resgate foi realizado em Nova Iguaçu, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
- A família responsável deverá pagar R$ 645 mil em verbas rescisórias e danos morais.
Uma mulher de 69 anos foi resgatada de uma residência em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, após passar 52 anos trabalhando sem receber remuneração. A operação, conduzida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-RJ), caracterizou a situação como trabalho análogo à escravidão, dada a ausência de pagamentos, direitos trabalhistas e a restrição de liberdade da vítima ao longo de cinco décadas. Como resultado da ação fiscalizatória, a família responsável pela contratação foi obrigada a firmar um acordo para o pagamento de R$ 645 mil, valor que engloba verbas rescisórias atrasadas e indenizações por danos morais. O caso destaca a persistência de violações graves aos direitos humanos no ambiente doméstico brasileiro, reforçando a importância da atuação dos órgãos de fiscalização no combate a práticas de exploração laboral de longa duração.
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