Operação Metástase mira quadrilha de desvio de medicamentos oncológicos
Polícias civis de SP e RJ desarticulam esquema interestadual de roubo e venda ilegal de remédios de alto custo que movimentou R$ 33 milhões.
Pontos principais
- A Operação Metástase cumpriu 26 mandados de busca e apreensão e ordens de prisão em quatro estados.
- Investigações apontam que a quadrilha utilizava empresas de fachada para reinserir medicamentos roubados no mercado formal.
- O esquema contava com apoio da facção criminosa Terceiro Comando Puro para o armazenamento dos itens no Complexo da Maré.
- Justiça determinou o bloqueio de R$ 30 milhões em bens e contas bancárias dos envolvidos.
- Autoridades alertam que o armazenamento inadequado dos produtos coloca em risco a saúde de pacientes oncológicos e transplantados.
As polícias civis de São Paulo e do Rio de Janeiro deflagraram a Operação Metástase para desarticular uma organização criminosa especializada no furto, roubo e receptação de medicamentos oncológicos e imunossupressores de alto custo. Segundo as investigações, o grupo movimentou cerca de R$ 33 milhões em um ano, utilizando empresas de fachada para vender os produtos desviados a hospitais públicos e privados por meio de licitações fraudulentas. A ação contou com a participação de mais de 100 policiais e resultou no bloqueio de R$ 30 milhões em bens dos suspeitos. Além do prejuízo financeiro, a polícia destaca o grave risco à saúde pública, uma vez que o armazenamento irregular dos fármacos compromete a eficácia dos tratamentos destinados a pacientes vulneráveis. A operação também revelou vínculos da quadrilha com a facção criminosa Terceiro Comando Puro.
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