PF deflagra operação contra desvio de R$ 45 milhões da Caixa
A Operação Infiltrados investiga um grupo suspeito de desviar R$ 45 milhões de contas da Caixa com auxílio de servidores públicos e advogados.
Pontos principais
- A Polícia Federal mobilizou 120 agentes para cumprir 25 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo.
- O esquema criminoso realizava retiradas eletrônicas indevidas de contas de correntistas e beneficiários da Caixa Econômica Federal.
- Investigações apontam a participação de servidores públicos e advogados no vazamento de dados sigilosos e na obstrução da justiça.
- O grupo contava com o suporte de contraventores para facilitar a corrupção e impedir o avanço das apurações.
- Os envolvidos podem responder por crimes de organização criminosa, violação de sigilo funcional e obstrução de justiça.
- A Caixa Econômica Federal informou que colabora com as autoridades e mantém monitoramento constante para identificar fraudes.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Infiltrados com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes contra a Caixa Econômica Federal. A ação, que contou com a participação de cerca de 120 policiais, cumpriu 25 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. Segundo as autoridades, o grupo é suspeito de ter desviado aproximadamente R$ 45 milhões de contas de correntistas e beneficiários do banco público.
O diferencial do esquema residia no acesso a informações sigilosas, viabilizado por um conluio que envolvia servidores públicos e advogados. Além de realizar as retiradas eletrônicas indevidas, a organização utilizava essa rede de contatos para vazar dados protegidos e obstruir o trabalho dos investigadores. O grupo também contava com o apoio de contraventores para garantir a continuidade das atividades ilícitas e dificultar a identificação dos responsáveis.
A Caixa Econômica Federal declarou, por meio de nota, que está colaborando integralmente com as investigações da Polícia Federal. A instituição reforçou que utiliza sistemas de monitoramento para detectar movimentações atípicas e prevenir fraudes contra seus clientes. Os investigados agora enfrentam inquéritos que apuram crimes de organização criminosa, violação de sigilo funcional e obstrução de justiça, enquanto a PF trabalha para identificar todos os envolvidos na estrutura do esquema.
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