Copa do Mundo de 2026 registra aumento de casos de racismo no futebol
Dados da Fifa mostram que abusos racistas contra jogadores cresceram 13 vezes durante a fase de grupos da Copa de 2026 em comparação a 2022.
Pontos principais
- A Fifa registrou um aumento de 13 vezes no volume de postagens ofensivas contra atletas durante a fase de grupos do torneio.
- Jogadores de seleções como Holanda, Egito e Cabo Verde denunciaram ataques racistas recebidos durante a competição.
- A senadora paraguaia Celeste Amarilla foi alvo de críticas após proferir comentários racistas contra o jogador Kylian Mbappé.
- O sindicato mundial dos jogadores, Fifpro, alertou que o abuso sistêmico online impacta diretamente a saúde mental e a carreira dos atletas.
- Especialistas afirmam que o cenário reflete tensões sociais globais e a facilidade de propagação de ódio pelas redes sociais.
A Copa do Mundo de 2026 tem sido marcada por uma onda crescente de racismo, evidenciando a persistência do preconceito sistêmico no esporte. Segundo dados da Fifa, o volume de ataques online contra jogadores na fase de grupos superou em 13 vezes os registros da edição de 2022. O fenômeno, que afeta atletas de diversas seleções, como Holanda, Egito e Cabo Verde, é impulsionado pela rápida disseminação de discursos de ódio em redes sociais. Entre os episódios de maior repercussão, destaca-se a declaração da senadora paraguaia Celeste Amarilla contra Kylian Mbappé. Para especialistas e entidades como a Fifpro, o cenário reflete uma polarização social mais ampla, onde o ambiente digital atua como amplificador de hostilidades. O impacto desses ataques vai além das quatro linhas, gerando preocupações severas sobre a saúde mental e a integridade profissional dos jogadores envolvidos.
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