Astrônomos identificam primeiro sistema binário com duas supernovas
Estudo revela que as estrelas responsáveis pelos remanescentes IC 443 e G189.6+3.3 explodiram como supernovas a partir de um mesmo sistema binário.
Pontos principais
- Pesquisadores analisaram os remanescentes de supernova IC 443 e G189.6+3.3 na constelação de Gêmeos.
- Dados de 16 anos do Telescópio Espacial de Raios Gama Fermi indicam que ambos colidem com a mesma nuvem de hidrogênio.
- A probabilidade estatística de dois remanescentes não relacionados estarem tão próximos é de uma em mil.
- A descoberta, publicada na Nature Communications em julho de 2026, amplia o entendimento sobre a evolução de estrelas binárias massivas.
Cientistas identificaram o primeiro caso documentado de um sistema estelar binário onde ambas as estrelas terminaram suas vidas como supernovas. A pesquisa, publicada na revista Nature Communications em 21 de julho de 2026, concentrou-se nos remanescentes conhecidos como IC 443, também chamado de Nebulosa Água-viva, e G189.6+3.3, ambos situados na constelação de Gêmeos. Ao analisar 16 anos de dados coletados pelo Telescópio Espacial de Raios Gama Fermi, a equipe observou que os dois remanescentes interagem com a mesma nuvem de hidrogênio, sugerindo uma origem comum. A raridade do fenômeno é destacada pela baixa probabilidade estatística de dois eventos distintos ocorrerem em tal proximidade, estimada em uma em mil. Este achado é fundamental para a astrofísica, pois oferece novos dados sobre como estrelas binárias massivas evoluem e interagem antes de seus colapsos explosivos, refinando os modelos atuais sobre o ciclo de vida estelar.
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