Astrônomos detectam sinais de rádio inéditos no pulsar Blue Eye
Pulsar anteriormente silencioso emite sinais de rádio, desafiando classificações astronômicas sobre objetos compactos centrais.
Pontos principais
- O pulsar 1E 1207.4-5209, apelidado de Blue Eye, emite sinais de rádio a cada 424 milissegundos.
- A detecção foi realizada por uma equipe liderada por Zhang Lei com o radiotelescópio MeerKAT.
- Pesquisadores sugerem que um 'glitch' de rotação em 2015 alterou o campo magnético do objeto.
- O achado indica que muitos pulsares jovens podem ser erroneamente classificados como antigos devido à baixa emissão.
Astrônomos detectaram, pela primeira vez, emissões de rádio fracas vindas do pulsar 1E 1207.4-5209, conhecido como Blue Eye. O objeto, classificado como um objeto compacto central (CCO), era considerado silencioso até a observação realizada pelo radiotelescópio MeerKAT, na África do Sul. A equipe liderada por Zhang Lei aponta que um 'glitch' de rotação ocorrido em 2015 pode ter modificado o campo magnético do pulsar, tornando os sinais detectáveis. Publicado na Nature Astronomy, o estudo sugere que a ausência de emissões de rádio em outros remanescentes de supernovas, como a 1987A, pode ser explicada por essa característica. A descoberta é relevante pois indica que uma população maior de pulsares jovens pode estar sendo classificada incorretamente como antiga, alterando a compreensão científica sobre a evolução desses astros.
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