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Google desenvolve chip 'Frozen v2' para otimizar modelos Gemini

O Google trabalha em um novo chip de servidor que integra a arquitetura do Gemini ao silício, prometendo até dez vezes mais eficiência até 2028.

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Foto: TecMundo
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20/07 às 10:45 · atualizado há 3h

Pontos principais

  • O projeto, chamado internamente de 'Frozen v2', visa integrar o design do modelo Gemini diretamente no hardware.
  • A tecnologia promete ser de seis a dez vezes mais eficiente no processamento de tokens de IA por unidade de energia.
  • O novo chip será independente das atuais unidades de processamento tensorial (TPUs) da empresa.
  • A previsão de implantação do hardware nos data centers do Google é para o ano de 2028.
  • A iniciativa busca mitigar a escassez de capacidade computacional que tem limitado a expansão do Google Cloud.
  • O desenvolvimento de hardware próprio visa reduzir a dependência de fornecedores externos de chips.
  • As ações da Alphabet registraram alta de 3,3% após a divulgação das informações sobre o projeto.
  • O Google enfrenta desafios estratégicos, incluindo a concorrência de modelos chineses e gargalos de infraestrutura.
  • O projeto ainda está em fase de finalização de design, segundo relatos internos.

O Google está desenvolvendo um novo chip de servidor, apelidado internamente de 'Frozen v2', projetado para integrar a arquitetura do modelo de inteligência artificial Gemini diretamente ao hardware. A iniciativa, que visa otimizar o desempenho e a eficiência energética dos modelos de IA da companhia, representa uma mudança estratégica na forma como a empresa gerencia sua infraestrutura de computação. De acordo com informações preliminares, o novo chip deve ser implantado a partir de 2028, funcionando como um complemento às atuais unidades de processamento tensorial (TPUs) da empresa. Projeções internas indicam que o hardware poderá ser de seis a dez vezes mais eficiente no processamento de tokens de IA por unidade de energia do que as soluções utilizadas atualmente pelo Google. O desenvolvimento ocorre em um momento em que a empresa enfrenta restrições severas de capacidade computacional, o que tem limitado a expansão de seus serviços de nuvem e, em alguns casos, levado à recusa de contratos com clientes externos. Ao gravar partes do modelo Gemini diretamente no silício, o Google espera contornar gargalos de infraestrutura e reduzir a dependência de fornecedores externos de chips, fortalecendo sua posição frente à crescente concorrência global no setor de inteligência artificial. O anúncio do projeto 'Frozen v2' gerou uma reação positiva no mercado financeiro, com as ações da Alphabet registrando alta de 3,3% logo após a divulgação dos detalhes. O movimento reflete a confiança dos investidores na capacidade da empresa de sustentar sua infraestrutura de IA a longo prazo. Apesar do otimismo, o projeto ainda enfrenta desafios técnicos significativos e custos elevados de fabricação, enquanto a empresa lida com pressões competitivas de rivais como OpenAI e Anthropic, além da ascensão de modelos desenvolvidos por empresas chinesas, que já representam uma parcela considerável do uso de tokens por empresas americanas. Paralelamente ao desenvolvimento de hardware, a liderança do Google, representada pelo CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, tem defendido em Washington a criação de órgãos reguladores para o setor de IA, buscando estabelecer padrões de segurança e governança para a tecnologia. A estratégia de integrar software e hardware é vista como um pilar fundamental para que o Google mantenha sua competitividade em um cenário onde a eficiência energética e a capacidade de processamento tornaram-se os principais diferenciais estratégicos para o sucesso de modelos de linguagem de grande escala.

Fonte primária

The Information (Erin Woo, Qianer Liu)

Google Plans New 'Frozen' Chip to Run Its AI Models Much More Efficiently

Reportagem exclusiva de Erin Woo e Qianer Liu revela que o Google desenvolve internamente um chip de servidor batizado "Frozen v2", que grava a arquitetura do modelo Gemini diretamente no silício para acelerar a inferência. Em vez de depender da lógica dinâmica de chips de propósito geral (GPUs da Nvidia, as próprias TPUs do Google), o chip embute a lógica computacional do Gemini no hardware, reduzindo etapas de processamento e movimentação de dados — ganho estimado de 6 a 10 vezes mais tokens processados por unidade de energia consumida ante as TPUs atuais do Google. Engenheiros ainda finalizam os módulos funcionais centrais do chip; hoje o projeto é uma plataforma de teste técnico, não um produto em escala, com implantação real prevista para 2028 na melhor das hipóteses. Frozen v2 substitui um design anterior, apenas "Frozen", que gravava permanentemente os pesos do modelo no silício e ficaria obsoleto a cada grande atualização do Gemini; a nova versão adota "hardwiring flexível" — fixa só a arquitetura e permite atualizar os pesos, estendendo a vida útil do chip. Segundo a reportagem, o projeto nasce da escassez aguda de capacidade computacional interna do Google, que já forçou o Google Cloud a recusar pedidos de colaboração de clientes externos; a ideia é complementar, não substituir, a linha de TPUs. Um porta-voz do Google comentou à publicação que "essa exploração rigorosa é central para nossa abordagem full-stack".

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