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Jens Spahn renuncia à liderança da CDU após polêmica sobre barriga de aluguel

O político alemão Jens Spahn deixou o cargo de presidente do grupo parlamentar CDU/CSU após críticas por utilizar barriga de aluguel, prática proibida na Alemanha.

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Foto: NYTimes World
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18/07 às 11:31 · atualizado há 13min

Pontos principais

  • Jens Spahn renunciou à presidência do grupo parlamentar da CDU/CSU na Alemanha.
  • A decisão foi motivada pela revelação de que o político utilizou uma barriga de aluguel nos EUA.
  • A gestação por substituição é ilegal na Alemanha e alvo de oposição histórica do partido CDU.
  • Críticos apontaram hipocrisia, visto que Spahn defendeu restrições à prática durante seu mandato como ministro da Saúde.
  • O chanceler Friedrich Merz classificou a renúncia como uma medida necessária para preservar a credibilidade da legenda.
  • Spahn reconheceu que sua escolha pessoal tornou-se incompatível com suas responsabilidades políticas.
  • O caso reacendeu o debate nacional sobre a regulamentação da reprodução assistida no país.

O político alemão Jens Spahn anunciou sua renúncia à presidência do grupo parlamentar da CDU/CSU, principal força conservadora da Alemanha, após a revelação de que ele e seu marido utilizaram uma barriga de aluguel nos Estados Unidos para ter um filho. A prática é estritamente proibida pela legislação alemã, e o partido de Spahn mantém uma postura conservadora e de oposição histórica a essa modalidade de reprodução assistida. A controvérsia ganhou força política devido ao histórico de Spahn, que, enquanto ministro da Saúde em 2020, recusou-se a flexibilizar as leis que proíbem o procedimento no país.

A renúncia foi aceita pelo chanceler Friedrich Merz, que descreveu a saída como uma decisão inevitável para manter a integridade e a credibilidade do partido diante da opinião pública. Membros da oposição, incluindo representantes do Die Linke, acusaram o político de hipocrisia, argumentando que ele utilizou sua condição financeira para contornar, no exterior, as mesmas leis que ajudou a sustentar internamente. Em seu comunicado de saída, Spahn reconheceu que a repercussão do caso tornou sua permanência no cargo incompatível com suas funções, embora tenha defendido a privacidade de sua vida familiar.

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