Parlamento japonês altera lei para conter crise na família imperial
Nova legislação permite que mulheres mantenham status real após o casamento, mas mantém a sucessão ao trono restrita exclusivamente a homens.
Pontos principais
- A reforma é a primeira alteração substantiva na Lei da Casa Imperial desde 1947.
- Mulheres da família real não perderão mais o status imperial ao se casarem com plebeus.
- A lei autoriza a adoção de homens de antigos ramos imperiais para garantir a linhagem.
- O sistema de sucessão ao trono permanece proibido para mulheres, apesar de pressões populares.
O parlamento japonês aprovou uma revisão na Lei da Casa Imperial com o objetivo de frear o encolhimento da família real, que enfrenta uma crise de sucessão sem precedentes. A nova legislação permite que mulheres da linhagem imperial mantenham seus títulos e status mesmo após o casamento com plebeus, uma mudança significativa em relação à regra anterior. Além disso, o governo autorizou a adoção de homens provenientes de antigos ramos da família imperial, visando ampliar o número de sucessores elegíveis. Apesar dessas medidas, o governo optou por manter a sucessão ao trono restrita exclusivamente a homens, ignorando apelos de parte da opinião pública por uma reforma mais profunda. A medida busca garantir a continuidade da instituição monárquica, que sofre com a escassez de membros aptos a assumir funções oficiais e manter a tradição milenar do país.
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