Fumaça de incêndios no Canadá e Minnesota piora qualidade do ar nos EUA
Mais de 850 incêndios florestais afetam a qualidade do ar de 109 milhões de pessoas, com alertas de saúde emitidos em grandes cidades americanas.
Pontos principais
- Mais de 850 incêndios florestais permanecem fora de controle em províncias canadenses e em Minnesota.
- Cerca de 109 milhões de pessoas enfrentam níveis de qualidade do ar classificados como perigosos ou muito insalubres.
- Cidades como Nova York, Chicago, Detroit e Washington DC emitiram alertas recomendando o uso de máscaras e permanência em locais fechados.
- Um sistema de alta pressão atmosférica retém a fumaça próximo ao solo, dificultando a dispersão dos poluentes.
- Equipes de resgate seguem operando em áreas remotas enquanto a previsão indica que os focos podem persistir até o outono.
- Especialistas alertam que a exposição prolongada a essas partículas está associada a riscos graves de doenças cardíacas e pulmonares.
Uma onda de mais de 850 incêndios florestais ativos no Canadá e em Minnesota provocou uma crise de qualidade do ar que afeta 109 milhões de pessoas na América do Norte. A fumaça, visível por satélites, atingiu grandes centros urbanos como Nova York, Chicago, Detroit e Washington DC, onde os índices de poluição atingiram níveis perigosos. Um sistema de alta pressão atmosférica tem mantido a fumaça retida próximo ao solo, o que agrava a situação e dificulta a dispersão dos poluentes. Autoridades locais emitiram alertas de saúde, orientando a população a evitar atividades ao ar livre e a utilizar máscaras de proteção para minimizar o desconforto respiratório.
Enquanto equipes de resgate continuam combatendo focos em áreas remotas, a previsão é que os incêndios persistam até a chegada do outono ou das primeiras neves. Estudos indicam que a exposição prolongada a essas partículas está associada a riscos graves de saúde, incluindo doenças cardíacas e pulmonares. Especialistas associam a intensidade e a recorrência desses eventos às mudanças climáticas, que favorecem condições meteorológicas mais quentes e secas, consolidando o fenômeno como uma 'temporada de fumaça' recorrente nos verões norte-americanos.
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