Eve e Hitachi Energy firmam parceria para infraestrutura de eVTOLs
Subsidiária da Embraer e Hitachi desenvolverão sistemas de carregamento rápido para viabilizar a operação comercial de táxis aéreos até 2028.
Pontos principais
- A parceria visa criar soluções de carregamento 'grid to plug' para garantir alta eficiência e rápida recarga entre voos.
- O acordo utiliza a tecnologia Grid-eMotion da Hitachi para adaptar a infraestrutura elétrica em vertiportos.
- O projeto busca evitar sobrecarga estrutural nos edifícios que servirão como pontos de pouso e decolagem.
- A colaboração inclui estudos para o reaproveitamento de baterias de aeronaves após o fim de seu ciclo de vida útil.
- São Paulo e Nova York foram identificadas como cidades prioritárias para a implementação inicial da tecnologia.
- A Eve Air Mobility mantém a meta de certificar sua aeronave e iniciar operações comerciais em 2028.
- Atualmente, o projeto de eVTOL da empresa já acumula cerca de 2.700 pré-pedidos.
A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, formalizou um Memorando de Entendimento com a Hitachi Energy para desenvolver a infraestrutura elétrica necessária para a operação de seus veículos elétricos de decolagem e pouso vertical (eVTOLs). O foco central da colaboração é a criação de sistemas de carregamento de alta potência, essenciais para garantir a viabilidade operacional e a agilidade exigidas pelo modelo de negócio de táxi aéreo urbano. A parceria utilizará a expertise da Hitachi em redes elétricas para implementar soluções que permitam recargas rápidas e eficientes em vertiportos localizados em pontos estratégicos, como aeroportos e topos de edifícios.
Além de otimizar o tempo de recarga, o acordo aborda desafios técnicos como a gestão de carga para evitar sobrecargas na rede elétrica urbana e a sustentabilidade do ecossistema, incluindo estudos para a reutilização de baterias ao final de sua vida útil na aviação. Com a certificação e o início das operações comerciais previstos para 2028, a Eve busca preparar a infraestrutura necessária para atender à demanda em metrópoles como São Paulo e Nova York. A iniciativa é um passo fundamental para a empresa, que já conta com uma carteira de 2.700 pré-pedidos, consolidando a necessidade de um ecossistema robusto para a futura mobilidade aérea urbana.
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