Cientistas detectam rastros de difusão em plasma de quarks e glúons
Pesquisadores no LHC observaram fenômeno que revela as condições da matéria instantes após o Big Bang, confirmando teorias de duas décadas.
Pontos principais
- A descoberta ocorreu no Grande Colisor de Hádrons (LHC) por meio de colisões de núcleos de chumbo.
- O fenômeno de rastros de difusão no plasma de quarks e glúons era previsto teoricamente há mais de 20 anos.
- A equipe utilizou colisões 'dijet' para isolar o sinal do rastro em meio ao ruído de fundo das partículas.
- O estudo foi aceito para publicação na revista científica Physical Review Letters.
Pesquisadores que operam o Grande Colisor de Hádrons (LHC) anunciaram a detecção de rastros de difusão em plasma de quarks e glúons, um estado da matéria que permeou o universo nos primeiros instantes após o Big Bang. O fenômeno, frequentemente comparado ao rastro deixado por embarcações na água, era uma previsão teórica aguardada há mais de duas décadas, mas que até então permanecia sem comprovação experimental. Para isolar o sinal do rastro em meio ao intenso ruído de fundo das colisões, a equipe empregou uma metodologia baseada em colisões 'dijet', que envolve jatos de partículas opostos. A descoberta, aceita para publicação no periódico Physical Review Letters, representa um marco significativo na física de partículas, oferecendo uma nova janela para compreender a evolução do universo primitivo e o comportamento da matéria sob condições extremas de densidade e temperatura.
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