Operador de teleprompter de Trump é afastado após suspeita de insider trading
Gabriel Perez é investigado por usar informações privilegiadas sobre discursos de Donald Trump para lucrar cerca de US$ 100 mil em apostas na plataforma Kalshi.
Pontos principais
- Gabriel Perez, operador de teleprompter de longa data de Donald Trump, foi afastado de suas funções na Casa Branca.
- O funcionário é suspeito de lucrar aproximadamente US$ 100 mil ao apostar em palavras que seriam ditas pelo presidente em discursos.
- As apostas foram realizadas na plataforma de mercados de previsão Kalshi, que identificou movimentações atípicas.
- A plataforma congelou cerca de US$ 90 mil da conta do investigado e reportou o caso às autoridades.
- A Commodity Futures Trading Commission (CFTC) conduz a investigação sobre o uso de informações confidenciais.
- Promotores federais em Manhattan decidiram, até o momento, não abrir uma investigação criminal contra o operador.
- A Casa Branca confirmou o afastamento do funcionário e reforçou a proibição de uso de dados confidenciais em mercados preditivos.
Um operador de teleprompter da Casa Branca, identificado como Gabriel Perez, foi afastado de suas funções após ser alvo de uma investigação por suspeita de uso de informações privilegiadas. O funcionário é acusado de utilizar o acesso antecipado ao conteúdo dos discursos do presidente Donald Trump para realizar apostas em mercados de previsão, especificamente na plataforma Kalshi. Estima-se que Perez tenha obtido um lucro de aproximadamente US$ 100 mil ao antecipar termos e temas que seriam abordados pelo presidente em eventos oficiais.
A irregularidade foi detectada pela própria plataforma Kalshi, que identificou padrões de negociação atípicos vinculados à conta do operador. Em resposta, a empresa congelou cerca de US$ 90 mil em ativos do funcionário e colaborou com os órgãos reguladores. O caso foi encaminhado à Commodity Futures Trading Commission (CFTC), entidade responsável pela supervisão dos mercados de derivativos nos Estados Unidos, que agora apura se houve violação das normas federais de conduta e ética.
Embora o caso tenha gerado repercussão significativa, promotores federais em Manhattan optaram por não abrir uma investigação criminal contra Perez neste momento. A Casa Branca, por sua vez, confirmou que o funcionário foi colocado em licença administrativa não remunerada e não retornará ao cargo. O episódio levanta um debate importante sobre a segurança da informação dentro da administração pública e os riscos éticos associados à crescente popularidade dos mercados de previsão, que permitem apostas em eventos políticos e sociais de grande relevância.
Este incidente destaca os desafios enfrentados pela administração de Donald Trump em garantir que seus funcionários cumpram diretrizes éticas rigorosas. A Casa Branca já havia emitido orientações explícitas proibindo o uso de informações confidenciais para fins de ganho financeiro pessoal em mercados preditivos, reforçando que o comportamento do operador violou as políticas internas de integridade e transparência exigidas para cargos de confiança no governo.
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