Ataque a hospital na República Democrática do Congo força fuga de pacientes
Pacientes e médicos abandonaram o Hospital Nyakunde após uma multidão invadir a unidade em protesto pela morte de uma paciente com Ebola.
Pontos principais
- O tumulto no Hospital Nyakunde foi motivado pela morte de uma mulher que não recebeu transfusão devido a protocolos de segurança contra o Ebola.
- A multidão danificou a infraestrutura e desativou o gerador de energia, interrompendo o atendimento médico na unidade.
- O atual surto de Ebola na República Democrática do Congo já contabiliza mais de 2.000 casos e quase 800 mortes desde maio de 2026.
- O exército congolês abriu uma investigação para apurar o incidente, que reflete a crescente desconfiança da população local em relação aos serviços de saúde.
O Hospital Nyakunde, localizado na província de Ituri, foi alvo de um ataque violento que forçou a evacuação de pacientes e profissionais de saúde. A revolta popular foi desencadeada pela morte de uma paciente que não pôde ser submetida a uma transfusão de sangue, procedimento restrito pelos protocolos de controle do Ebola. Durante a invasão, a multidão danificou instalações e desativou o gerador de energia, comprometendo gravemente a capacidade operacional da unidade hospitalar em um momento crítico de crise sanitária. Este episódio ilustra a crescente insegurança enfrentada por equipes médicas na região, onde a desconfiança em relação às medidas de contenção da doença tem gerado episódios de violência. O exército congolês iniciou uma investigação sobre o caso, enquanto o país enfrenta o 17º surto de Ebola de sua história, com números que já superam 2.000 casos confirmados e 800 óbitos desde maio de 2026.
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