Ações da Copel caem 3,4% após revisão de meta de alavancagem
O mercado reagiu negativamente ao aumento da meta de dívida líquida da companhia, elevando preocupações sobre o pagamento de dividendos.
Pontos principais
- As ações da Copel (CPLE3) recuaram 3,40% após o anúncio da nova meta de alavancagem.
- A empresa elevou o limite da relação dívida líquida/Ebitda de 2,8 para 2,9 vezes.
- O JPMorgan mantém recomendação de compra, mas alerta para possíveis restrições na distribuição de dividendos.
- O banco estabeleceu preço-alvo de R$ 18 para os papéis da companhia.
- Fatores como juros elevados e investimentos em hidrelétricas pressionam o fluxo de caixa.
As ações da Copel registraram queda de 3,40% no pregão após a companhia anunciar a elevação de sua meta de alavancagem financeira, passando a relação dívida líquida/Ebitda de 2,8 para 2,9 vezes. A mudança estratégica, embora vista pelo JPMorgan como uma forma de conferir maior flexibilidade ao balanço da empresa, gerou cautela entre investidores quanto à capacidade de distribuição de dividendos no curto prazo. Segundo analistas do banco, o cenário é impactado pela combinação de juros elevados, novos aportes em projetos hidrelétricos e o adiamento de reajustes tarifários. Apesar das incertezas sobre os proventos, o JPMorgan manteve a recomendação de compra para os ativos, fixando o preço-alvo em R$ 18, sob a perspectiva de que a empresa consiga equilibrar seus investimentos com a manutenção de sua saúde financeira a longo prazo.
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