Warren Buffett exclui Fundação Gates de doações bilionárias
O investidor redirecionou US$ 6 bilhões em ações da Berkshire Hathaway para fundações familiares, rompendo parceria de quase duas décadas com Bill Gates.
Pontos principais
- Warren Buffett planeja doar a totalidade de sua participação de US$ 140 bilhões na Berkshire Hathaway até 2034.
- A Fundação Gates foi excluída das doações semestrais pela primeira vez desde 2006.
- Buffett classificou como 'desagradável' a associação de Bill Gates com o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein.
- As doações deste ano, totalizando US$ 6 bilhões, foram destinadas à Fundação Susan Thompson Buffett e entidades dos filhos do bilionário.
- O investidor, atualmente com 95 anos, mantém 99,5% de seu patrimônio líquido em ações da Berkshire Hathaway.
- Buffett admitiu que, em retrospecto, figuras públicas podem cometer erros de julgamento ao escolher associados em círculos de poder.
O bilionário Warren Buffett anunciou uma mudança significativa em sua estratégia filantrópica ao excluir a Fundação Gates de sua tradicional rodada anual de doações. O investidor, que destinou cerca de US$ 6 bilhões em ações da Berkshire Hathaway para quatro instituições ligadas à sua família, rompeu uma parceria de quase 20 anos com a organização de Bill Gates. A decisão ocorre em um momento de intenso escrutínio público sobre os vínculos passados de Gates com o falecido financiador Jeffrey Epstein, relação que Buffett descreveu publicamente como 'desagradável'. Embora tenha mantido contato com o cofundador da Microsoft, o presidente da Berkshire ponderou sobre a complexidade de avaliar o caráter de figuras em posições de poder, admitindo que ele próprio poderia ter cometido erros de julgamento semelhantes ao longo de sua trajetória.
A medida faz parte de um plano de longo prazo de Buffett para distribuir a totalidade de sua fortuna, avaliada em US$ 140 bilhões, até 2034. Atualmente, 99,5% do patrimônio do investidor está concentrado em ações da Berkshire Hathaway. Com a nova diretriz, a responsabilidade pela gestão das doações bilionárias será transferida gradualmente para seus três filhos e para a Fundação Susan Thompson Buffett. O movimento marca uma reestruturação no legado filantrópico do executivo, que busca assegurar que seus recursos sejam administrados por entidades familiares após sua sucessão no comando da companhia.
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